O milho é a base de diversas cadeias produtivas, mas sua suscetibilidade a fungos toxigênicos representa um risco constante. Em meu novo artigo técnico, publicado na Revista Técnica da Agroindústria, discuto como a contaminação por micotoxinas exige um olhar atento desde o campo até o processamento final.
As Principais Ameaças no Cenário Brasileiro
Não estamos falando apenas de fungos, mas de metabólitos secundários extremamente estáveis que resistem até ao processamento térmico.
- Fumonisinas: São as mais prevalentes no Brasil, presentes em 65% a 90% dos grãos. Estão associadas a graves danos em aves e riscos de câncer esofágico em humanos.
- Aflatoxinas: Embora menos frequentes (10% a 40%), são altamente perigosas devido ao seu potencial carcinogênico (hepatocarcinoma), o que justifica limites regulatórios severos.
- Zearalenona: Conhecida por causar distúrbios hormonais e infertilidade, especialmente em suínos.
A Jornada da Contaminação: Do Campo ao Silo
A contaminação não acontece por acaso; ela é um processo contínuo:
- No Campo: Estresse hídrico e danos mecânicos abrem as portas para a colonização fúngica.
- Na Colheita: A umidade elevada mantém a atividade metabólica dos fungos ativa.
- No Armazenamento: Silos com alta temperatura e umidade relativa funcionam como amplificadores do problema.
Estratégias de Controle Integrado
Para garantir a competitividade e a segurança, o controle deve deixar de ser apenas reativo e passar a ser preditivo:
- Monitoramento Digital: Uso de sensores em tempo real para acompanhar temperatura e umidade nos silos.
- Barreiras Operacionais: Secagem eficiente imediata e limpeza rigorosa dos grãos.
- Rigor Analítico: Utilização de métodos como ELISA e cromatografia para tomadas de decisão baseadas em dados reais.
Confira o artigo completo:
MICOTOXINAS EM MILHO: OCORRÊNCIA, RISCOS E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE NA AGROINDÚSTRIA